Onde a IA ajuda de fato em um sistema corporativo?
Ajuda nas tarefas em que uma pessoa gasta tempo olhando, lendo ou redigitando algo. Classificar uma foto, extrair dados de um documento, resumir um registro longo e sugerir o próximo passo são bons exemplos. Ela ajuda pouco quando a regra é simples e fixa, porque aí um código comum resolve melhor e custa menos.
No aplicativo de saúde que desenvolvemos, um modelo de visão classifica a foto enviada pelo usuário em uma escala clínica e devolve uma orientação curta. O modelo tem instruções para recusar quando a imagem não permite avaliar e nunca dá diagnóstico.
O que dá para automatizar sem IA?
Bastante coisa, e geralmente é por onde começamos. Nos nossos sistemas, o fechamento de um serviço já dispara sozinho a montagem dos relatórios em PDF, a planilha de faturamento e o e-mail para o cliente com os anexos. A mudança de situação de um pedido de bolsa avisa o candidato. Um técnico despachado para uma emergência recebe a notificação no celular.
Veja como isso funciona no caso de limpeza industrial de tanques.
Como evitar que a IA erre em produção?
Com limites claros. Definimos o que o modelo pode responder, em que formato e quando deve recusar. Guardamos as respostas para revisão, medimos o custo por uso e mantemos uma pessoa no circuito onde o erro tem consequência. Se o modelo falha ou fica indisponível, o sistema segue funcionando pelo caminho manual.